Este olhar que almejo devorar-me
No silêncio suplicando por tua luxúria
Buscando para minha frieza, a cura
Pela chama que permito, queimar-me
Fantasiando teu envenenado beijo
Que corrompe meu faminto ventre
Como um punhal rasgando o peito
Mas tu nunca sequer me sente!
Acordo tentando te encontrar
Na ânsia de senti-lo entrar
Como mil anos de noites frias
Pelo eclipse que se distancia
Traçando suspiros na água que jorra
Que não liberta esse corpo insaciável
Da sujeira de meu erro imperdoável
Dessa indigna pecadora que te implora