Me pergunto constantemente
se conseguirei me salvar do maldito vicio
Os céus sabem como tem sido difícil
suportar cada noite em minha mente
Maldito amor pela guerra
Tentar escapar do que não quero recordar
pela vontade de parar o que não sei curar
Faz-me decair em miséria
Sem ver as cores do céu
Cobrindo meus olhos com esse véu
Tentar esconder o pavor de não saber
se o amanhecer poderá chegar
Vagarosamente sorrir ao embriagar
esconder e cegar para não transparecer
Tanto tempo já se passou e voou
Sussurros mentirosos que o vento levou
Aquele amargo que traiu e esnobou
Pondo as mãos em meu rosto me afrontou
23:18
Dilacerou o ultimo traço de juventude
Jovem prestes a morrer de amargura
Ser onipresente dê-me a cura
ou tira de mim essa magnitude
Olhar sem honra de quem quer se vingar
Pupila que te mira para enfeitiçar
Eu vou te massacrar e pedir pra me perdoar
Beijo teus lábios, nunca mais irei voltar
Pois meu castigo não irá falhar
Eu sou herdeira da condenação
Guerreira solitária nessa imensidão
O tempo não pode mais voltar