No fim, nada sem tem a expressar
Procuro uma forma de me conter
Permaneço tentando esconder
Algo que me impeça de machucar


Tu não me enxerga – vendo meu rosto
Tu não me revela – sentindo meu gosto



Afundo neste mar invencível
De ti não há crença em mim
Caindo neste escuro irreversível
Aos pedaços vejo nosso fim



Permito o sonho me sucumbir
Parto para nunca te ver cair
Através do silencioso paraíso
Envolvida levemente no mórbido abrigo



Restando apenas uma doce memória
Empoeirado sonho de amarga historia
Sem herdeiros para resgatar
Sem crença para voltar a respirar



Rasgue esta folha impiedosa
Não há outra realidade esta noite
Que estraçalha-me como uma foice
E consome minha mente venenosa



Vida mentirosa!